Pesquisa CEP - DDD

Procure por CEPS, Logradouros, Bairros, Cidades e DDDs

Como funciona o cep no Brasil


Com quase 70 milhões de endereços, distribuídos por 8.514.876 quilômetros quadrados, você deve imaginar que não é uma tarefa fácil entregar correspondências e mercadorias em nosso país. Para facilitar esse trabalho, foi criado o CEP em 1971. E para acabar com suas dúvidas sobre como funciona o CEP no Brasil, preparamos este artigo, detalhando cada número que integra seus oito dígitos.

O que é CEP?

Vamos começar pela sigla: CEP significa Código de Endereçamento Postal. Composto por oito dígitos que vão de 0 a 9, o código tem o principal objetivo de orientar os serviços de entrega – em especial os Correios – para evitar extravios de correspondências e mercadorias. Cada um de seus dígitos facilita o trabalho do serviço postal brasileiro, pois com o código é possível separar as correspondências por seu estado, cidade, bairro, rua e logradouro. A partir do momento em que colocamos o CEP em uma encomenda – seja uma carta, conta, produto que adquirimos pela internet, a assinatura de uma revista etc. – aceleramos seu encaminhamento e diminuímos os riscos de que ela seja entregue para outro destinatário. Outra vantagem do CEP no Brasil é que o sistema permite a utilização de equipamentos eletrônicos para fazer a triagem, o que garante ainda mais agilidade na ação.

Como funciona o CEP no Brasil?

Lá na década de 70 do século passado, quando foi criado, o CEP era composto de apenas cinco números, e foi assim até maio de 1992, quando os Correios fizeram mais uma alteração, adicionando os três dígitos finais ao Código de Endereçamento Postal. E você já parou para se perguntar de onde surgiram os números que compõem o CEP? Eles são as bases de como funciona o CEP no Brasil, e não são escolhidos de forma aleatória, como muitas pessoas podem pensar. Cada uma das posições dos dígitos se referem a uma parte de uma estrutura bem complexa, que se divide em:

  • Região,
  • Sub-região,
  • Setor,
  • Subsetor,
  • Divisor de Subsetor e
  • Sufixos Identificadores de Distribuição.

Para facilitar o trabalho dos Correios, o Brasil foi dividido em 10 regiões principais. Essas regiões são representadas pelo primeiro dígito encontrado no CEP:

  • CEP começando em 0: corresponde a uma cidade de São Paulo ou da Região Metropolitana da capital paulista.
  • CEP começando em 1: corresponde a uma cidade do interior do estado de São Paulo.
  • CEP começando em 2: se refere as cidades dos estados do Rio de Janeiro ou Espírito Santo.
  • CEP começando em 3: se refere as cidades mineiras.
  • CEP começando em 4: apenas para cidades da Bahia ou Sergipe.
  • CEP começando com 5: para todas as cidades de Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba.
  • CEP começando com 6: se refere as cidades do Maranhão, Acre, Pará, Amapá, Roraima, Ceará e Amazonas.
  • CEP iniciando com o número 7: se refere aos estados do Mato Grosso do Sul, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Rondônia e também ao Distrito Federal.
  • CEP iniciando com o número 8: para as cidades do Paraná e de Santa Catarina.
  • CEP iniciando com o número 9: apenas para as cidades do estado do Rio Grande do Sul.

Para que servem os outros números do CEP no Brasil?

Como já dissemos, o primeiro dígito do CEP se refere a Região. Em seguida, temos o próximo algarismo, que indica para qual sub-região a correspondência foi endereçada. Assim como ocorreu com as Regiões, as sub-regiões também foram divididas em setores. Confira, por exemplo, as sub-regiões do estado de São Paulo.

  1. 1: sub-região de Santos.
  2. 2: sub-região de Taubaté.
  3. 3: sub-região de Campinas.
  4. 4: sub-região de Ribeirão Preto.
  5. 5: sub-região de São José do Rio Preto.
  6. 6: sub-região de Araçatuba.
  7. 7: sub-região de Bauru.
  8. 8: sub-região de Sorocaba.
  9. 9: sub-região de Presidente Prudente.

O esquema de divisões segue agora para o setor, representado pelo terceiro algarismo presente em um CEP no Brasil. O quarto algarismo representa um subsetor. O quinto algarismo representa o divisor de subsetor. Confira o esquema nas imagens abaixo.

E os três números finais?

Depois até o início da década de 1990, os primeiros cinco dígitos do CEP eram suficientes para identificar corretamente os endereços no Brasil. Porém, com o crescente número de residências, os Correios adicionaram os três dígitos finais: Sufixos Identificadores de Distribuição. Esses sufixos facilitam ainda mais os serviços de entrega, pois eles ajudam na identificação individual das ruas, travessas, praças e avenidas, do Brasil. De uma forma simples, podemos dizer que o sufixo identificador é o nome da rua, ou o CPF da rua.

Existe CEP em outros países?

Como funciona o CEP no Brasil você já sabe, mas muitos se perguntam se em outros países também existem códigos de endereços postais. A resposta é sim e, em cada país esses códigos recebem um nome. Além disso, as estruturas também podem ser bem diferentes. De acordo com a União Postal Universal, dos 190 países que compõem a organização, criada em 1874, 117 possuem código postal. Nos Estados Unidos, por exemplo, existe o chamado Zipcode, e sua estrutura é bem parecida com o nosso CEP. O Zipcode foi criado em 1963 e também facilita a triagem para as empresas que atuam na distribuição de correspondências e mercadorias. No Japão, apesar de muitos dizerem o contrário, também existe um tipo de CEP. É o chamado ‘yubin bango’, e sua estrutura é bem diferente. Lá na Terra do Sol nascente, o código postal é formado por sete dígitos e é colocado no início do endereço, não no final, como ocorre aqui no Brasil. Já na Argentina, país vizinho ao nosso, o código postal é formado por oito dígitos, em uma mistura de letras e números. O Código postal de Buenos Aires, por exemplo, é o C1426BMC. Em Portugal, o Código Postal é bem parecido com o nosso. Lá nas terras portuguesas, o CEP é composto por sete dígitos, sendo que os quatro primeiros são utilizados para identificar as diferentes regiões do país Europeu.

Como preencher um envelope corretamente?

Agora que você já sabe como funciona o CEP no Brasil, que tal colocar esse conhecimento em ação, e mandar muitas cartas para os amigos e parentes? E se você não sabe como fazer o preenchimento do envelope, não se preocupe, a gente ensina você. A primeira coisa que você precisa fazer é se inteirar sobre quem são as duas pessoas envolvidas em uma correspondência: remetente e destinatário.

  • Remetente – é aquele que remete, ou seja, a pessoa que envia uma carta, cartão postal ou encomenda para alguém.
  • Destinatário – é para quem se destina a correspondência, a pessoa que vai receber a carta, por exemplo.

Agora é a hora de entender um pouco mais sobre o envelope. Ao contrário do que muitos pensam, a frente de um envelope é onde escrevemos o nome do destinatário; o verso é onde colocamos o nome do remetente. Para garantir que sua carta seja aceita em uma unidade dos Correios, é preciso preencher corretamente as informações tanto do remetente quanto do destinatário: Coloque o nome completo, logradouro (rua, travessa, avenida ou praça), o número da casa ou empresa, a cidade, o estado e, é claro o CEP. E não se esqueça que, caso a correspondência esteja endereçada a um prédio, também é preciso especificar o bloco (quando houver) e o número do apartamento. Gostou de saber um pouco mais sobre o CEP no Brasil e no mundo? Quer mais conteúdo sobre curiosidades? Deixe sua opinião nos comentários!

1098729

CEPS

1046010

Logradouros

57259

Bairros

10587

Cidades